ESCLARECENDO

Pretendo postar pensamentos, crônicas, musicas e poesias; refazendo em miniatura o universo que absorvo a cada experiência no centro desse infinito, que pode eternizar ou banalizar a idéia toda. Esse espaço tem apelo confessional-autoral e poderá na melhor das hipóteses virar um elixir que maltrata a alma em goles de satisfação. Por vezes será mais sincero que a verdade, instintivo, quase irracional, como o lampejo de fé de um ateu antes de seu mundo desmoronar, o beijo roubado, a compaixão do assassino com a sua vítima segundos antes de matá-la e por vezes será pragmático e crítico, afinal precisamos da dose certa de veneno pra sobreviver. Lembrando que a causa maior de estar aqui é porque no princípio a filosofia era uma besteira, e as grandes besteiras consideradas a filosofia a ser seguida; então quando reijeitarem suas idéias, mantenhas a salvo, pois no futuro podem ser o único meio de outros seres perceberem que a razão da humanidade não passou de um grande mito.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Billy

Billy foi à um show
De rock n’ roll
E jamais
Voltou
Vivia pra acordar
E aguardar
Cair a noite novamente
Pra voltar a sonhar
Com seus dogmas de brinquedo
Provenientes do que absorvia
Projetou o novo muito cedo
Não agravada o que via
Covardia ficou descartável
Pois sua coragem tornou-se reciclável

PERSISTIU MESMO DEPOIS
DE TANTAS DERROTAS
NO FINAL
MORREU MILHÕES DE VEZES
PARA SE TORNAR
IMORTAL

Um crime aplicou
Nas fraudes da lei
Dos desgarrados
O rei
De panos rasgados
Bordou a bandeira branca
Nas bilhares cores de ninguém
Santa, santa, santa...

PERSISTIU MESMO DEPOIS
DE TANTAS DERROTAS
NO FINAL
MORREU MILHÕES DE VEZES
PARA SE TORNAR
IMORTAL

Cansou de crescer e perder o espaço
Em uma sociedade com overdoses de abster
Rendia-se aos seus holocaustos
Não queria fazer parte daquilo
Fora mais sincero que a verdade
Como quando o ateu tem fé na compaixão do assassino
No principio a filosofia era algo fortuito
Então salvou suas idéias
Ou a razão seria o próximo mito
Refez em miniatura um universo imparcial
No centro do infinito soprou o ideal

QUE DIZIA OUSE ERRAR
POR MAIS TAPAS QUE VIEREM OS POUCOS BEIJOS
IRÃO LHE RECOMPENSAR
DÊ AS CARAS, OUSE AMAR
POR MAIS TAPAS QUE VIEREM OS POUCOS BEIJOS
IRÃO LHE RECOMPENSAR
ELE DIZIA OUSE ERRAR
NÃO É QUANTAS VIDAS SE TOCA
MAS EM QUANTO DE ALGUMA SE É CAPAZ DE RESSOAR
DÊ AS CARAS, OUSE AMAR
NÃO É QUANTAS VIDAS SE TOCA
MAS EM QUANTO DE ALGUMA SE É CAPAZ DE RESSOAR







domingo, 12 de outubro de 2014

Marginais Silvestres

Fagulhas
De revolta
Um anjo Sodomita em mim plugou
Pro assombro
Das sombras
Formei silvestres marginais 

QUE O TERROR DEVORAM ATÉ BRADAR A PAZ
O CÓLERA NOS FEZ DE BALUARTE DO BEM A FORAGIDOS DA LEI

Perdidos
Na trilha
Engatilham planos de guerrilha
Num trago
Com Minerva
Formam-se silvestres marginais

QUE O TERROR DEVORAM ATÉ BRADAR A PAZ
O CÓLERA NOS FEZ DE BALUARTE DO BEM A FORAGIDOS DA LEI

Com a vela em chamas
Não há pra onde fugir
No mar de lama
Seu império irá ruir
Com a vela em chamas
Nossa marcha a fluir
Iluminada 
Pelas flamas vai rugir




Crônico Sistema

     
      Desde a derrota da Fronte Indomável que lutava contra a sistematização comportamental imposta nebulosa e sutilmente por crescentes vínculos de poderosos nas praças, parques, praias exacerbaram-se formas de vigilância utilizando a torpe evasiva de proteger os indivíduos, mas de fato elas serviam como alcova dos focos de rompimento com o Status Quo. Assim enquanto devoravam-se os gritos de terror de quem estimulava refletir libertinamente, a vigente ditadura da maioria manipulada condecorava a estupidez de fantoches descartáveis tão escrotos que até o próprio excremento agonizava transitando pelos seus corpos; e os prodígios, borboletas lindas num temporal tropical, oportunidade exígua de abandonar o cais onde brumas sempre rimaram atuais tiveram.
     Tiranos disfarçados de bem-feitores mal-amados anularam os vetores capazes de amparar a verve necessária pra construir sobre a realidade do demolir, amordaçando de maneira acidental sob a relva do planeta onde fatalidades sucediam como se fossem armação um por um dos que recalcitraram em a brasa do inferno num cinzeiro apagar mirando alto na fossa funda pra tragar o lúgubre que a aura circunda e energia iluminada transmutar. As Quimeras dardejaram contra possíveis fagulhas de rebelião, tornando profano, baluartes do bem.
     O Homo Sapiens Sapiens posteriormente sofreu colateral processo de deformação, porque a leniente rotina da burguesia religiosa carnívora os deixou tão alienados que num decadente raiar de Sol, onde até os pássaros espantados fizeram concílio de silêncio, todos ao saírem para trabalhar se refletiram iguais! Narizes, bocas, olhos, cabelos, roupas, expressões, vozes, com a evidente separação entre macho e fêmea, mas morfológica e fisiologicamente idênticos. Assustador? Jamais para aqueles que se curvaram ao programa de homogeneização genética global, na qual os alelos dominantes confirmaram-se implacáveis após o decreto de Concepção Laboratorial ser instituído, atalho definitivamente absurdo para resolver conflitos étnicos primitivos de bípedes que de remotas épocas já andavam em rodinhas de cabecinhas pensantes na mesma direção fosse ela para o abismo ou evolução, exaltando a mesmice e julgando por crimes inconfessados o incomum. Ignorantes nem percebiam que ninguém consegue tomar mesmo rumo incessantemente, dessa maneira, de repente ou por ser imigrante, de outra cor, credo, agremiação, e até por ser semelhante demais, você seria deslocado para fora do grupo. Com isso o jardim floriu enfadonhamente pardo, mas as sanguessugas escondidas na névoa circundando o topo da pirâmide não estavam nem aí, afinal nem estavam ali. 

Capaz de Ressoar

     
     Algumas pessoas são incapazes de compreender que Slash é com certeza um dos maiores guitarristas de todos os tempos não por causa das suas aptidões masturbatórias, digo técnicas, a qual todos podemos adquirir com horas de exercícios, e sim pela maneira a qual o Cartola conduz o ouvinte quebrando barreiras com as notas, cada vez mais alto, profundo e fora da órbita, isso é ''feeling''. David Gilmour, Gary Moore são epítomes do sentimento por exemplo, brotaram com a capacidade de ouvir o silêncio, o conjurando eloqüente pra saber o que fazer depois da última palhetada, sempre em frente, nunca em círculos como fazem muitos guitar-heros.
     Seres humanos com essa capacidade poderiam estender seus solos ao infinito, já que são siderais e trazem a cada frase, novas paisagens, te levando numa jornada expansiva que deixa marcas profundas na alma, aonde só alguns privilegiados podem ver. Então meu caro, se admiras esses caras ''and all that blues'', é porque sabes de maneira mais sincera que a verdade, instintiva, quase irracional, como quando o ateu tem fé na compaixão do assassino que o material pouco importa perante o campo sutilmente eterno do espiritual, aonde habitam, transam  e choram os anjos; lugar superior de almas elevadas que sabem que não é, quantas vidas (notas por segundo) se toca, mas em quanto de alguma se é capaz de ressoar. 




Doses do Tempo

Trago a dose de elixir 
Pertinente pra existir
Quando o sol pender 
E a terra anunciar
Madrugadas de dias insone a recordar
Que só teu calor me fazia tremer
E até a dor, trazia prazer

MINHA FLOR, MINHA FLOR
NÃO ME SALVE SE DESFALECER
MINHA FLOR, MINHA FLOR
EM VOCÊ POSSO RENASCER

Se o manto celestial caia
Pra encobrir da sociedade dois escravos da liberdade
Com afrodisia perpétua, teu botão florescia
Entre insanos laços que amarravam a hora
Asfixiando o tempo e tatuando o agora

MINHA FLOR, MINHA FLOR
NÃO ME SALVE SE DESFALECER
MINHA FLOR, MINHA FLOR
EM VOCÊ POSSO RENASCER
ATRITANDO ENVERGADURAS, FAÍSCANDO SOB A LUA
ENQUANTO OS ASTROS FEITO PINGENTES EMOLDURAM TUA PINTURA

O quê nos deixou tão distantes?
Trajetória proibida
O espaço brutal atrasou a rima
Mas é imoral dar prazos pra findar uma obra prima

MINHA FLOR, MINHA FLOR
NÃO ME SALVE SE DESFALECER
MINHA FLOR, MINHA FLOR
AINDA TOMBO EM PORTENTOS POR VOCÊ


À Bárbara Dama



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Filha da Lua

  Ela flutua 
Pro oeste
Com mente virgem
Tântrica-mente silvestre
Borboletas lindas num temporal
Tropical
É disso que Sara fala
Em timbre de cardial
Filha da lua!
Fique sobre mim
E que as estrelas tal qual boa prataria
Emoldurem tua pintura
Trace a cura 
Abandonando o cais
Onde brumas sempre rimam atuais
Mesmo se o incerto está em dia
Brinde com nostalgia 
Pois nossos ancestrais
Já velejaram pela paz