ESCLARECENDO

Pretendo postar pensamentos, crônicas, musicas e poesias; refazendo em miniatura o universo que absorvo a cada experiência no centro desse infinito, que pode eternizar ou banalizar a idéia toda. Esse espaço tem apelo confessional-autoral e poderá na melhor das hipóteses virar um elixir que maltrata a alma em goles de satisfação. Por vezes será mais sincero que a verdade, instintivo, quase irracional, como o lampejo de fé de um ateu antes de seu mundo desmoronar, o beijo roubado, a compaixão do assassino com a sua vítima segundos antes de matá-la e por vezes será pragmático e crítico, afinal precisamos da dose certa de veneno pra sobreviver. Lembrando que a causa maior de estar aqui é porque no princípio a filosofia era uma besteira, e as grandes besteiras consideradas a filosofia a ser seguida; então quando reijeitarem suas idéias, mantenhas a salvo, pois no futuro podem ser o único meio de outros seres perceberem que a razão da humanidade não passou de um grande mito.

quarta-feira, 22 de março de 2023

Marginais


Fagulhas
De revolta
Um anjo Sodomita 
Em mim plugou
Pro assombro
Das sombras
Formei silvestres 
Marginais 

QUE O TERROR DEVORAM ATÉ BRADAR 
A PAZ
O CÓLERA NOS FEZ DE BALUARTE 
DO BEM 
À FORAGIDOS DA LEI
POR TODOS BATALHEI
ÀO LADO DE NINGUÉM
POR TODOS BATALHEI
NENHUMA ALMA ESTÁ PERDIDA IRMÃO
SE AINDA EXISTE ALGUÉM

Perdidos
Na trilha
Engatilham planos 
De guerrilha
Num trago
Com Minerva
Formam-se silvestres 
Marginais

QUE O TERROR DEVORAM ATÉ BRADAR 
A PAZ
O CÓLERA NOS FEZ DE BALUARTE 
DO BEM 
À FORAGIDOS DA LEI
POR TODOS BATALHEI
ÀO LADO DE NINGUÉM
POR TODOS BATALHEI
NENHUMA ALMA ESTÁ PERDIDA IRMÃO
SE AINDA EXISTE ALGUÉM

Com a vela em chamas
Não há pra onde fugir
No mar de lama
Seu império irá ruir
Com a vela em chamas
Nossa marcha dança aqui
Iluminada 
Pelas flamas vai 
Rugir!








segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Lugar ao Luar


Eu te segui pelos ladrilhos 
Em um anseio maltrapilho
De feito pássaro que assovia pro luar 
Teu paraíso incendiar

Só amantes 
Sabem que dá
Pra com fogo
Fogo apagar
Apagar

NO AMAR DE DOIS
NO AMARRAR DA JURA
É QUE HÁ VERDADE
NA FANTASIA PURA
NO AMAR DE DOIS
A MAIS SÃ LOUCURA
É QUE HÁ VERDADE
NA FANTASIA PURA

Saltei no abismo o qual tombou
Pois levitar é nosso dom

Homens sábios
Devem segredar
Os tesouros
Pra serenos desfrutar
Desfrutar

NO AMAR DE DOIS
NO AMARRAR DA JURA
É QUE HÁ VERDADE
NA FANTASIA PURA
NO AMAR DE DOIS
A MAIS SÃ LOUCURA
É QUE HÁ VERDADE
NA FANTASIA PURA




                                    
                                    




sábado, 20 de janeiro de 2018

Doses do Tempo


Trago a dose de elixir 
Pertinente pra existir
Quando o sol tombar 
E a terra anunciar
Madrugadas de dias 
Insone a tremer
Com o teu calor
Onde até a dor, trazia prazer

MINHA FLOR, MINHA FLOR
NÃO ME SALVE SE DESFALECER
MINHA FLOR, MINHA FLOR
EM VOCÊ POSSO RENASCER
COM BEM QUERER
NUM JARDIM REPLETO DE LAZER

Se o manto 
Celestial caia
À encobrir da sociedade 
Dois escravos da liberdade
Com afrodisia perpétua 
Teu botão florescia
Ào enlaçar a hora
Pra sufocar o tempo o agora tatuar

MINHA FLOR, MINHA FLOR
NÃO ME SALVE SE EU DESACORDAR
MINHA FLOR, MINHA FLOR
EM VOCÊ POSSO ETERNIZAR

Atritando envergaduras
Faiscando sob a Lua
Enquanto os astros
Feito pingentes emolduram tua pintura

MINHA FLOR, MINHA FLOR
NÃO ME SALVE SE EU DESACORDAR
MINHA FLOR, MINHA FLOR
EM VOCÊ POSSO ETERNIZAR
PRONTO A DECOLAR
EM SONHOS DE PORTENTO POR TEU PAR




terça-feira, 27 de outubro de 2015

Vestindo a Natureza


Ela veio assim
Como sonhei
Vestindo a natureza
Mas tão pura
Nem notei
Que meu bem
Brilhava nua
Ao descobrir-se
Sua

TROUXE BRISA BOA
E CURA
ÀOS DE AMARGOR 
DOÇURA

No chão um jeans
Na mente fértil
Nascentes sem fim
Em tal mél 
Até solidão
É multidão assim
Meu bem
Brilhava nua
Ao descobrir-se
Sua

TROUXE BRISA BOA
E CURA
ÀOS DE AMARGOR 
DOÇURA
NOS COVARDES
AVENTURA
MAS NOS BRAVOS
ARMADURA







quinta-feira, 2 de julho de 2015

Trama Mágica

Anjo, deixa-me desaguar
O fél contido no calar
É feito da neve, da chuva, da névoa
Que abateu meu corpo na relva
Dos vales intocados de Tupã
Enquanto caçava delirante feito lobo a chave do amanhã

PERCEBI MÁGICA PREENCHER NOSSA TRAMA 
TRÁGICA MAS TÃO FANTÁSTICA

Vento indomável sussurrou o plano
Louco demais pra ser insano
Florestas com raízes em aço
Enlaçarão megalópoles concretas de seres nefastos

HAVERÁ MÁGICA PREENCHENDO NOSSA TRAMA
TRÁGICA MAS TÃO FODA

Temos erva rara nas mãos
Cultive com zelo irmão
Senão, um Vesúvio qualquer virá reivindicar
Os vales da terra
Os lares do ar
Florestas com raízes em aço
Enlaçarão megalópoles concretas de seres nefastos

HAVERÁ MÁGICA PREENCHENDO NOSSA TRAMA





domingo, 14 de dezembro de 2014

Ele


Ele foi à um show
De rock n’ roll
E jamais
Voltou
Vivia pra acordar
E aguardar
Cair a noite novamente
Pra voltar a sonhar
Com seus dogmas de brinquedo
Provenientes do que absorvia
Projetou o novo muito cedo
Não agradava o que via
Covardia ficou descartável
Pois sua coragem tornou-se reciclável

PERSISTIU MESMO DEPOIS
DE TANTAS DERROTAS
NO FINAL
MORREU MILHÕES DE VEZES
PARA SE TORNAR
IMORTAL

Um crime aplicou
Nas fraudes da lei
Dos desgarrados
O rei
De panos rasgados
Bordou a bandeira branca
Nas bilhares cores de ninguém
Santa, santa, santa...

PERSISTIU MESMO DEPOIS
DE TANTAS DERROTAS
NO FINAL
MORREU MILHÕES DE VEZES
PARA SE TORNAR
IMORTAL

Cansou de crescer e perder o espaço
Em uma sociedade com overdoses de abster
Rendia-se aos seus holocaustos
Não queria fazer parte daquilo
Fora mais sincero que a verdade
Como quando o ateu tem fé na compaixão do assassino
No principio a filosofia era algo fortuito
Então salvou suas idéias
Ou a razão seria o próximo mito
Refez em miniatura um universo imparcial
No centro do infinito soprou o ideal

QUE DIZIA OUSE ERRAR
POR MAIS TAPAS QUE VIEREM OS POUCOS BEIJOS
IRÃO LHE RECOMPENSAR
DÊ AS CARAS, OUSE AMAR
POR MAIS TAPAS QUE VIEREM OS POUCOS BEIJOS
IRÃO LHE RECOMPENSAR
ELE DIZIA OUSE ERRAR
NÃO É QUANTAS VIDAS SE TOCA
MAS EM QUANTO DE ALGUMA SE É CAPAZ DE RESSOAR
DÊ AS CARAS, OUSE AMAR
NÃO É QUANTAS VIDAS SE TOCA
MAS EM QUANTO DE ALGUMA SE É CAPAZ DE RESSOAR









terça-feira, 14 de outubro de 2014

Crônico Sistema

     
      Desde a derrota da Fronte Indomável que lutava contra a sistematização comportamental imposta nebulosa e sutilmente por crescentes vínculos de poderosos nas praças, parques, praias exacerbaram-se formas de vigilância utilizando a torpe evasiva de proteger os indivíduos, mas de fato elas serviam como alcova dos focos de rompimento com o Status Quo. Assim enquanto devoravam-se os gritos de terror de quem estimulava refletir libertinamente, a vigente ditadura da maioria manipulada condecorava a estupidez de fantoches descartáveis tão escrotos que até o próprio excremento agonizava transitando pelos seus corpos; e os prodígios, borboletas lindas num temporal tropical, oportunidade exígua de abandonar o cais onde brumas sempre rimaram atuais tiveram.
     Tiranos disfarçados de bem-feitores mal-amados anularam os vetores capazes de amparar a verve necessária pra construir sobre a realidade do demolir, amordaçando de maneira acidental sob a relva do planeta onde fatalidades sucediam como se fossem armação um por um dos que recalcitraram em a brasa do inferno num cinzeiro apagar mirando alto na fossa funda pra tragar o lúgubre que a aura circunda e energia iluminada transmutar. As Quimeras dardejaram contra possíveis fagulhas de rebelião, tornando profano, baluartes do bem.
     O Homo Sapiens Sapiens posteriormente sofreu colateral processo de deformação, porque a leniente rotina da burguesia religiosa carnívora os deixou tão alienados que num decadente raiar de Sol, onde até os pássaros espantados fizeram concílio de silêncio, todos ao saírem para trabalhar se refletiram iguais! Narizes, bocas, olhos, cabelos, roupas, expressões, vozes, com a evidente separação entre macho e fêmea, mas morfológica e fisiologicamente idênticos. Assustador? Jamais para aqueles que se curvaram ao programa de homogeneização genética global, na qual os alelos dominantes confirmaram-se implacáveis após o decreto de Concepção Laboratorial ser instituído, atalho definitivamente absurdo para resolver conflitos étnicos primitivos de bípedes que de remotas épocas já andavam em rodinhas de cabecinhas pensantes na mesma direção fosse ela para o abismo ou evolução, exaltando a mesmice e julgando por crimes inconfessados o incomum. Ignorantes nem percebiam que ninguém consegue tomar mesmo rumo incessantemente, dessa maneira, de repente ou por ser imigrante, de outra cor, credo, agremiação, e até por ser semelhante demais, você seria deslocado para fora do grupo. Com isso o jardim floriu enfadonhamente pardo, mas as sanguessugas escondidas na névoa circundando o topo da pirâmide não estavam nem aí, afinal nem estavam ali. 

Capaz de Ressoar

     
     Algumas pessoas são incapazes de compreender que Slash é com certeza um dos maiores guitarristas de todos os tempos não por causa das suas aptidões masturbatórias, digo técnicas, a qual todos podemos adquirir com horas de exercícios, e sim pela maneira a qual o Cartola conduz o ouvinte quebrando barreiras com as notas, cada vez mais alto, profundo e fora da órbita, isso é ''feeling''. David Gilmour, Gary Moore são epítomes do sentimento por exemplo, brotaram com a capacidade de ouvir o silêncio, o conjurando eloqüente pra saber o que fazer depois da última palhetada, sempre em frente, nunca em círculos como fazem muitos guitar-heros.
     Seres humanos com essa capacidade poderiam estender seus solos ao infinito, já que são siderais e trazem a cada frase, novas paisagens, te levando numa jornada expansiva que deixa marcas profundas na alma, aonde só alguns privilegiados podem ver. Então meu caro, se admiras esses caras ''and all that blues'', é porque sabes de maneira mais sincera que a verdade, instintiva, quase irracional, como quando o ateu tem fé na compaixão do assassino que o material pouco importa perante o campo sutilmente eterno do espiritual, aonde habitam, transam  e choram os anjos; lugar superior de almas elevadas que sabem que não é, quantas vidas (notas por segundo) se toca, mas em quanto de alguma se é capaz de ressoar. 




quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Filha da Lua

  Ela flutua 
Pro oeste
Com mente virgem
Tântrica-mente silvestre
Borboletas lindas num temporal
Tropical
É disso que Sara fala
Em timbre de cardial
Filha da lua!
Fique sobre mim
E que as estrelas tal qual boa prataria
Emoldurem tua pintura
Trace a cura 
Abandonando o cais
Onde brumas sempre rimam atuais
Mesmo se o incerto está em dia
Brinde com nostalgia 
Pois nossos ancestrais
Já velejaram pela paz




terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Livre Vou Voar

LIVRE VOU
LIVRE VÔO
MAS TEU BARCO ANCOROU BABY
LIVRE VÔO
LIVRE VOU E
DOUTOR LIMO TE GASTOU BEM

Livro impróprio dou
Pra quem a rotina render
O vigor primal que
Dardejava incessante antes em você

LIVRE VOU
LIVRE VÔO É
MAS TEU BARCO ANCOROU BABY
LIVRE VÔO
LIVRE VOU E
DOUTOR LIMO TE GASTOU BEM

Livro certo sou
A quem na retina sorver
Brava cadabra astral que
Desvirgina a treva pra sangrar o abissal

LIVRE VOU
LIVRE VÔO BEM
MAS TEU BARCO ANCOROU SEI

Livro certo sou
A quem na retina sorver
Brava cadabra astral que
Desvirgina a treva pra sangrar o abissal
Fazendo eclodir as
Nuances do francamente essencial 

LIVRE VÔO
LIVRE VOU DO MAL
FEITO O GURI QUE ALMEJOU
QUANDO SALTOU 
SEM ARTIFÍCIOS NO AR
O IMPOSSÍVEL DO TELHADO ALCANÇAR




sábado, 31 de agosto de 2013

Eu Tenho Sangue Azul

Quando o sol pender e a terra anunciar
Madrugadas de dias sem aquecer
Nós não vamos tremer, Não vamos parar de alentar
Temos fogo azul pra clarear

E ASSOMBRAR AS SOMBRAS
PRA LONGE PRO MEU GRÊMIO NÃO DESISTIR
PRA LONGE PRO GRÊMIO NÃO DESISTIR

O apito inimigo jamais surpreendeu
Desbravador nato tem que enfrentar o mundo pra ter o que é seu
Nem o tempo, nenhum vento, nos abalará 
Temos lótus sobrando pra conjurar

E ASSOMBRAR AS SOMBRAS
PRA LONGE PRO MEU GRÊMIO NÃO DESISTIR
PRA LONGE PRO GRÊMIO NÃO DESISTIR

Sob essa pele sibila
Nociva chama capaz de amparar
A verve necessária pra construir
Sobre a realidade do demolir

E ASSOMBRAR AS SOMBRAS
PRA LONGE PRO MEU GRÊMIO NÃO DESISTIR,
NÃO DESISTIR, NÃO DESISTIR




sábado, 4 de agosto de 2012

Verve de Concreto

Céu cinza, tintura no cabelo
Cores tramam uma escuridão
Desgraçada seja a luz 
Sou cego, guie minha mão
Traindo por querer o acaso 
Antes convencionado
De permanecermos desunidos
Pra sós não sermos separados

SIM CAÍ, SIM CAÍ
NÃO RESISTI AO PESO DO AR
NÃO RESISTI AO PESO DO AR

Cavando no imenso horizonte
Aonde o caos é fonte
A inocência levada 
Conduz a constatação
Que o pecado maltrata a alma 
Com goles de satisfação
E é estúpido se erguer na vida
Enquanto a sociedade anda falida

SIM CAÍ, SIM CAÍ
NÃO RESISTI AO PESO DO AR
NÃO RESISTI AO PESO DO AR

Quente na beira da nuca
Tonicamente a murmurar
Por quê recalcitro em a brasa do inferno
Num cinzeiro apagar?
Meu anjo quando a fossa é funda
Devemos mirar alto
Tragando o lúgubre que a aura circunda 
Pra energia iluminada transmutar

SIM SUBI, SIM SUBI
TÃO ALÉM QUE É NATURAL FLUTUAR
TÃO ALÉM QUE É NATURAL FLUTUAR
SOB
NOSSA PELE SIBILA
NOCIVA
CHAMA CAPAZ DE AMPARAR
A VERVE
NECESSÁRIA PRA CONSTRUIR
SOBRE
A REALIDADE DO DEMOLIR

Mas de repente
Notei teu Morfeu desiludir
Inerente
Aos ecos de Hendrix por aqui
Se a perfeição, da cena com
Claridade desbotou
Ignore a desolação
Desviando dos destroços, mantendo a miração
Hey você, é você!
Você na vastidão, ficando vazio
Consegue sentir? Há milagres no porvir
Talvez com tanto barulho sege impossível ouvir
Vêm comigo
Contemplar esta ficção
E no acaso
Do contato romper numa aclimatação
Estaremos
Unidos demasiadamente pra sozinhos louvar nossa ligação


domingo, 22 de julho de 2012

Perpétua Afrodisia Exala


Perpétua afrodisia exala
Com tal fragância no ar
Como Vênus tenho de retrata-lá
Ela sabe capturar
O macho
Enquanto simula se entregar
De salto alto sobrevoando
As ruas menos frequentadas
És feita pra consumir
Em tragadas desvairadas
Quando o manto celestial
Cai para encobrir
Delirosos desejos
Fêmea te confesso
Teu fluorescente botão 
Almejo
Figuro peregrino disposto
A lamber, vibrar, apertar
Salivar feito óleo 
Para abestalhadamente derrapar
Numa envergadura distorcidamente bela
E nesse furacão de corpos
O único firmamento 
É o sexo nela
Chovendo forte gozo
Abrigo seguro, longe da vilania
Dos homens 
Que utilizam artificios sujos
Para limpar seus nomes
Venha caminhar sobre as nuvens?
Temos Hendrix de sinfonia
Assim com sorriso vil
Posso selar 
Meus lábios nos teus
Brincadeira pagã
Que me faz escravo da tua liberdade
E digamos foda-se!
Foda-se o crisol dos anjos, dos diabos e da sociedade
Enquanto minha língua resvala 
Na superfície da sua Shangri-lá
Os deuses hão de invejar 
Pois só mortais esse domínio podem alcançar
Como ficas fria, pálida
Prestes a passar à planos elevados
Se te fitassem agora diriam que poderia desfalecer
Tolos não sacariam que galvaniza a força
Àos pontos de prazer
Para fracos o bom passa rápido
Mas intensos laços
Estrangulam a hora até fazê-la desaparecer
Ah! Subversiva vais me afogar
Tão lúcido e com o sentido demasiadamente aguçado
Posso acompanhar o orbe azul girar no tecido do espaço
Assassina
Se desfalecer 
Por favor não me salve
Tu é o melhor lugar para qualquer ser renascer
E me segure forte
Porque estou caindo
Em portentos por você
De cima do telhado
Numa noite sem lua
Aonde as estrelas marcam fácil
As nuances da pele semi-nua
Degustei seu cheiro e aprovei
O perfume no paladar
Até prendi o fôlego
Assim fiquei com o barato de levar
Cada psicoativo que produz
Antes de um afrouxão
E me segure forte
Eu perdi a respiração

Caos em Crise


O frio dos miseráveis
mora aqui
Onde a calamidade
insiste pedir
Asilo
É caro existir tranqüilo
Na terra
De mercenários assassinos
Enquanto a mídia estampa
distrações desleais
Crianças lutam guerras
imaturas de seus pais
Mas
Audiência não produz
O grito
Da mãe negra que canta o blues
Nua pra engrossar
O couro
Assim ninguém voltará a furar
O peito
Que carrega sangrando ao luar

DEU O CORAÇÃO
PARA A FOME DO FILHO ACABAR
DISSE FECHA
OS TEUS OLHOS
ABRA A MENTE E VERÁ
EU ESTOU LÁ
EU ESTOU LÁ

Do lado da madame
flertando roupas de desfile
Ignorando o caos em crise
no reflexo da vitrine
Com a estrela bestial
que crê liderar
A corrida voltas atrás
do primeiro lugar
Ela esta lá
Prestes a tomar
Um ácido forte
Pra colorir
De preto o som deste cantar
Então
Ninguém poderá furar
O peito
Que carrega sangrando ao luar

DEU O CORAÇÃO
PARA A FOME DO FILHO ACABAR
DISSE FECHA
OS TEUS OLHOS
ABRA A MENTE E VERÁ
ENTRE AS CERCANIAS
DELIMITANDO
OS CAMPOS DA PERCEPÇÃO
O SÁBIO DIRÁ
ALÉM DO QUE FALARÁ
NEM LARGA OU ESTREITA
ESTRALANDO OSSOS
A PASSAGEM TERÁS DE DESBRAVAR
NO ABSTRATO
TUA FORTALEZA ERGUERÁ




Sou


''Cowboy fora da lei feito luz nas zonas abissais contaminando a água com ácido para colorir de preto o som deste cantar encarcerador da mais lancinante viagem astral que desvirginaria a treva como se tudo fosse de novo vital fazendo o sangue correr solto e a humanidade sentir de novo as nuances do francamente essencial.''

Crônico Sistema


O capitalismo desigual retarda gerações as amamentando com vão material pra aniquilá-las nas hostes de um paladino da baixa classe social cansado de com arroz e feijão o ego entreter que ao tentar roubar o celular da patricinha regurgitadora de caviar sua mão aos tremores disparou sem querer o gatilho da arma quando seu emocional trepidou com leve movimento do brusco marombado que a jovem exibia de namorado. Então, o pobre vaidoso ao almejar o mínimo do gozo transbordante em alguns seletos pratos se viu trancafiado naquelas instituições asquerosas onde pegou HIV e na aclimatação com a gripe do ano o fecharam num caixão; este por vez além da suntuosidade em nada diferia do da sua vítima que num concílio de épocas foi aniquilada mesmo pela volubilidade desse povo projetado para colateralmente engolir ser parte dessa engrenagem na qual várias trajetórias com única bala viram atubo das propriedades dos sanguessugas escondidos na névoa circundando o topo da pirâmide das grandes cidades.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Epidemia Manifesto

Manipulação
Com a informação
Passou a persistir
Pois o dinheiro gasto em farras
Deixou imposto a nós
Modos indignos de existir 

EU VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR
VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI

Onde bandidos são a lei
Inocentes condenados
Serão também
Por tiranos mascarados
De benfeitores mal-amados
À hospitais de alienados
O eleitorado de um governo
Que diz aspirar junto
Mas repousa separado
Embalado pelo vôo
Do avião novo que compraram
Renegam assim a miséria
Do país que decolaram

EU VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR
VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI

Financiando o paraíso dariam em juros a terra à podridão,
A classe alta ta formada por gente do mais baixo calão
E a cura só vira se o saber sobrepujar
A ditadura da maioria
Usando a democracia
Pra lhe atrasar

VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR
VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR




domingo, 17 de julho de 2011

Hipocrisia

Ela roubou
Diamantes cheios de sabor
E tentou
Desmistificar o valor
Pra justificar seu grande erro
De ter tido antes de ter sido

ALGUÉM QUE COMPREENDEU
QUE PRA CHEGAR A ALGUM LUGAR
DEVEMOS ANTES NOS LOCALIZAR
OU TUDO COMO SE PERDEU
DE NOVO IRÁ SE PERDER
POIS QUANDO NADA DISSO É SEU
NADA É O QUE PODE QUERER

Ela soube subir
Aos espaços com pouca gravidade pra cair
E jogada ao léu
Foi comandada por vaidades de outros réus
Que transformaram a verdade
Na mentira que convêm

ESQUECER A REALIDADE
QUE PRA CHEGAR A ALGUM LUGAR
DEVEMOS ANTES NOS LOCALIZAR
OU TUDO COMO SE PERDEU
DE NOVO IRÁ SE PERDER
POIS QUANDO NADA DISSO É SEU
NADA É O QUE PODE QUERER

Terminou sangrando
Tateando num deserto de ilusão
Relutando um rumo
Ficou sem direção
Tal qual bala perdida rasgou meu coração
Misturou-se assim em um puro aguar da dor

DE VIRAR O QUE NÃO É PRA AGRADAR QUEM NÃO TE QUER
E ENTÃO DEPOIS DE UM PORRE QUALQUER SE ASSUSTAR
PERGUNTANDO AO REFLEXO DA GARRAFA QUEM É VOCÊ
PRA ME ENCARAR?!
QUEM É VOCÊ PRA ME ENCARAR?!
QUEM É VOCÊ PRA ME ENCARAR?!
QUEM É VOCÊ?
QUEM É VOCÊ!

Amigo de Calçada

Preciso de um irmão pra lutar
No mar das causas sem sentido
E depois exaustos de batalhar ao nada
Virar náufragos disputando mesma água
Amigo de calçada
Dai se tiver perdido
Ele estará lá, na linha
Demarcada

POR QUE VEM
CONSOLAR
RESSALTAR ME SUPEREI
E SEMPRE PODEREI

Buscar
Tornar
Alguém sensato pra saber
Procurando tesouros acabamos por sofrer
Febres de abominar
A fortuna de tolos incapazes de gerar
Aquela amizade da saudade
Assim quando não houver morada
Ela dará abrigo
Ao seu lado, na calçada

E VIRÁ
CONSOLAR
O PIOR PASSOU
VOCÊ SEMPRE PODERÁ
BUSCAR
A SINA BURLAR
COMO A AVE QUE PRA DECOLAR
TEM DE LIGADA ESTAR
A OUTRA "AVENTURADA"
DE ASA QUEBRADA
DE ASA QUEBRADA

Com tantas lágrimas caindo resta andar
Sobre as mágoas
De âmagos divididos que acabaram por despedaçar
Tentando se doar
Há muitas
Pessoas

domingo, 4 de abril de 2010

Não Diga que Não


Diziam...
Que estava tudo tão perfeito, tão certo
que não dava pra chorar
Mas florescia algo tão degenerado
que não dava para respirar;
Permanecia friamente calculado
em sua mente a tocar
E tudo, tudo, tudo me dizia que podia
se concretizar...
por isso

PARE! NÃO DIGA QUE NÃO
PARE! DE FAZER SOFRER
E PARE! COM O MATAR OU MORRER

Era estrondosamente abafado
por quem queria só ganhar
E eu que era enlouquecidamente certo de
tentar mudar?
Dominar o mundo dizimando moribundos,
meta em construção
Nas cidades onde a fatalidade
sucedia como se fosse armação

PARE! NÃO DIGA QUE NÃO
PARE! DE FAZER SOFRER
E PARE! COM O MATAR OU MORRER

Atacarão a noite e não vão, não vão
deixar sobrar ninguém
Isto é mais que cantar história é profetizar a glória
de homens maus meu bem
Se achas isso certo ou errado
quem sou eu pra saber!?
Pois olhe pro seu braço e saiba ele está marcado
desde que você era bebê...
por isso

PARE! NÃO DIGA QUE NÃO
PARE! DE FAZER SOFRER
E PARE! COM O MATAR OU MORRER