ESCLARECENDO

Pretendo postar pensamentos, crônicas, musicas e poesias; refazendo em miniatura o universo que absorvo a cada experiência no centro desse infinito, que pode eternizar ou banalizar a idéia toda. Esse espaço tem apelo confessional-autoral e poderá na melhor das hipóteses virar um elixir que maltrata a alma em goles de satisfação. Por vezes será mais sincero que a verdade, instintivo, quase irracional, como o lampejo de fé de um ateu antes de seu mundo desmoronar, o beijo roubado, a compaixão do assassino com a sua vítima segundos antes de matá-la e por vezes será pragmático e crítico, afinal precisamos da dose certa de veneno pra sobreviver. Lembrando que a causa maior de estar aqui é porque no princípio a filosofia era uma besteira, e as grandes besteiras consideradas a filosofia a ser seguida; então quando reijeitarem suas idéias, mantenhas a salvo, pois no futuro podem ser o único meio de outros seres perceberem que a razão da humanidade não passou de um grande mito.

domingo, 22 de julho de 2012

Perpétua Afrodisia Exala


Perpétua afrodisia exala
Com tal fragância no ar
Como Vênus tenho de retrata-lá
Ela sabe capturar
O macho
Enquanto simula se entregar
De salto alto sobrevoando
As ruas menos frequentadas
És feita pra consumir
Em tragadas desvairadas
Quando o manto celestial
Cai para encobrir
Delirosos desejos
Fêmea te confesso
Teu fluorescente botão 
Almejo
Figuro peregrino disposto
A lamber, vibrar, apertar
Salivar feito óleo 
Para abestalhadamente derrapar
Numa envergadura distorcidamente bela
E nesse furacão de corpos
O único firmamento 
É o sexo nela
Chovendo forte gozo
Abrigo seguro, longe da vilania
Dos homens 
Que utilizam artificios sujos
Para limpar seus nomes
Venha caminhar sobre as nuvens?
Temos Hendrix de sinfonia
Assim com sorriso vil
Posso selar 
Meus lábios nos teus
Brincadeira pagã
Que me faz escravo da tua liberdade
E digamos foda-se!
Foda-se o crisol dos anjos, dos diabos e da sociedade
Enquanto minha língua resvala 
Na superfície da sua Shangri-lá
Os deuses hão de invejar 
Pois só mortais esse domínio podem alcançar
Como ficas fria, pálida
Prestes a passar à planos elevados
Se te fitassem agora diriam que poderia desfalecer
Tolos não sacariam que galvaniza a força
Àos pontos de prazer
Para fracos o bom passa rápido
Mas intensos laços
Estrangulam a hora até fazê-la desaparecer
Ah! Subversiva vais me afogar
Tão lúcido e com o sentido demasiadamente aguçado
Posso acompanhar o orbe azul girar no tecido do espaço
Assassina
Se desfalecer 
Por favor não me salve
Tu é o melhor lugar para qualquer ser renascer
E me segure forte
Porque estou caindo
Em portentos por você
De cima do telhado
Numa noite sem lua
Aonde as estrelas marcam fácil
As nuances da pele semi-nua
Degustei seu cheiro e aprovei
O perfume no paladar
Até prendi o fôlego
Assim fiquei com o barato de levar
Cada psicoativo que produz
Antes de um afrouxão
E me segure forte
Eu perdi a respiração

Caos em Crise


O frio dos miseráveis
mora aqui
Onde a calamidade
insiste pedir
Asilo
É caro existir tranqüilo
Na terra
De mercenários assassinos
Enquanto a mídia estampa
distrações desleais
Crianças lutam guerras
imaturas de seus pais
Mas
Audiência não produz
O grito
Da mãe negra que canta o blues
Nua pra engrossar
O couro
Assim ninguém voltará a furar
O peito
Que carrega sangrando ao luar

DEU O CORAÇÃO
PARA A FOME DO FILHO ACABAR
DISSE FECHA
OS TEUS OLHOS
ABRA A MENTE E VERÁ
EU ESTOU LÁ
EU ESTOU LÁ

Do lado da madame
flertando roupas de desfile
Ignorando o caos em crise
no reflexo da vitrine
Com a estrela bestial
que crê liderar
A corrida voltas atrás
do primeiro lugar
Ela esta lá
Prestes a tomar
Um ácido forte
Pra colorir
De preto o som deste cantar
Então
Ninguém poderá furar
O peito
Que carrega sangrando ao luar

DEU O CORAÇÃO
PARA A FOME DO FILHO ACABAR
DISSE FECHA
OS TEUS OLHOS
ABRA A MENTE E VERÁ
ENTRE AS CERCANIAS
DELIMITANDO
OS CAMPOS DA PERCEPÇÃO
O SÁBIO DIRÁ
ALÉM DO QUE FALARÁ
NEM LARGA OU ESTREITA
ESTRALANDO OSSOS
A PASSAGEM TERÁS DE DESBRAVAR
NO ABSTRATO
TUA FORTALEZA ERGUERÁ




Sou


''Cowboy fora da lei feito luz nas zonas abissais contaminando a água com ácido para colorir de preto o som deste cantar encarcerador da mais lancinante viagem astral que desvirginaria a treva como se tudo fosse de novo vital fazendo o sangue correr solto e a humanidade sentir de novo as nuances do francamente essencial.''

Crônico Sistema


O capitalismo desigual retarda gerações as amamentando com vão material pra aniquilá-las nas hostes de um paladino da baixa classe social cansado de com arroz e feijão o ego entreter que ao tentar roubar o celular da patricinha regurgitadora de caviar sua mão aos tremores disparou sem querer o gatilho da arma quando seu emocional trepidou com leve movimento do brusco marombado que a jovem exibia de namorado. Então, o pobre vaidoso ao almejar o mínimo do gozo transbordante em alguns seletos pratos se viu trancafiado naquelas instituições asquerosas onde pegou HIV e na aclimatação com a gripe do ano o fecharam num caixão; este por vez além da suntuosidade em nada diferia do da sua vítima que num concílio de épocas foi aniquilada mesmo pela volubilidade desse povo projetado para colateralmente engolir ser parte dessa engrenagem na qual várias trajetórias com única bala viram atubo das propriedades dos sanguessugas escondidos na névoa circundando o topo da pirâmide das grandes cidades.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Epidemia Manifesto

Manipulação
Com a informação
Passou a persistir
Pois o dinheiro gasto em farras
Deixou imposto a nós
Modos indignos de existir 

EU VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR
VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI

Onde bandidos são a lei
Inocentes condenados
Serão também
Por tiranos mascarados
De benfeitores mal-amados
À hospitais de alienados
O eleitorado de um governo
Que diz aspirar junto
Mas repousa separado
Embalado pelo vôo
Do avião novo que compraram
Renegam assim a miséria
Do país que decolaram

EU VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR
VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI

Financiando o paraíso dariam em juros a terra à podridão,
A classe alta ta formada por gente do mais baixo calão
E a cura só vira se o saber sobrepujar
A ditadura da maioria
Usando a democracia
Pra lhe atrasar

VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR
VOU CHAMAR A TEMPESTADE
MINUANOS DOS CÉUS DO SUL
CARREGARÃO OS CACHORROS DAQUI
À HOTÉIS SEM PERMISSÃO PRA LATIR




domingo, 17 de julho de 2011

Hipocrisia

Ela roubou
Diamantes cheios de sabor
E tentou
Desmistificar o valor
Pra justificar seu grande erro
De ter tido antes de ter sido

ALGUÉM QUE COMPREENDEU
QUE PRA CHEGAR A ALGUM LUGAR
DEVEMOS ANTES NOS LOCALIZAR
OU TUDO COMO SE PERDEU
DE NOVO IRÁ SE PERDER
POIS QUANDO NADA DISSO É SEU
NADA É O QUE PODE QUERER

Ela soube subir
Aos espaços com pouca gravidade pra cair
E jogada ao léu
Foi comandada por vaidades de outros réus
Que transformaram a verdade
Na mentira que convêm

ESQUECER A REALIDADE
QUE PRA CHEGAR A ALGUM LUGAR
DEVEMOS ANTES NOS LOCALIZAR
OU TUDO COMO SE PERDEU
DE NOVO IRÁ SE PERDER
POIS QUANDO NADA DISSO É SEU
NADA É O QUE PODE QUERER

Terminou sangrando
Tateando num deserto de ilusão
Relutando um rumo
Ficou sem direção
Tal qual bala perdida rasgou meu coração
Misturou-se assim em um puro aguar da dor

DE VIRAR O QUE NÃO É PRA AGRADAR QUEM NÃO TE QUER
E ENTÃO DEPOIS DE UM PORRE QUALQUER SE ASSUSTAR
PERGUNTANDO AO REFLEXO DA GARRAFA QUEM É VOCÊ
PRA ME ENCARAR?!
QUEM É VOCÊ PRA ME ENCARAR?!
QUEM É VOCÊ PRA ME ENCARAR?!
QUEM É VOCÊ?
QUEM É VOCÊ!

Amigo de Calçada

Preciso de um irmão pra lutar
No mar das causas sem sentido
E depois exaustos de batalhar ao nada
Virar náufragos disputando mesma água
Amigo de calçada
Dai se tiver perdido
Ele estará lá, na linha
Demarcada

POR QUE VEM
CONSOLAR
RESSALTAR ME SUPEREI
E SEMPRE PODEREI

Buscar
Tornar
Alguém sensato pra saber
Procurando tesouros acabamos por sofrer
Febres de abominar
A fortuna de tolos incapazes de gerar
Aquela amizade da saudade
Assim quando não houver morada
Ela dará abrigo
Ao seu lado, na calçada

E VIRÁ
CONSOLAR
O PIOR PASSOU
VOCÊ SEMPRE PODERÁ
BUSCAR
A SINA BURLAR
COMO A AVE QUE PRA DECOLAR
TEM DE LIGADA ESTAR
A OUTRA "AVENTURADA"
DE ASA QUEBRADA
DE ASA QUEBRADA

Com tantas lágrimas caindo resta andar
Sobre as mágoas
De âmagos divididos que acabaram por despedaçar
Tentando se doar
Há muitas
Pessoas